Os bebês são bastante suscetíveis a doenças que podem afetar desde o nascimento (congênita) e em outros casos podem ocorrer por ser transmitidas pelos seus pais (hereditária).

Doenças mais frequentes nos recém nascidos:

Icterícia: Quando o fígado do bebê não consegue metabolizar a bilirrubina (pigmento biliar), ele começa a ser acumulado no sangue e consequentemente deixando a pele, a mucosa e podendo deixar o olhar da criança amarelado. O tratamento para a icterícia é o banho de sol que irá estimar o funcionamento das enzimas hepáticas. Geralmente não é necessário tratamento adicional.

Sepse: Devido ao mecanismo de defesa do bebê ainda não esteja completamente desenvolvidos, todas as infecções que ocorrem durante o primeiro mês de vida do bebê podem se espalhar rapidamente por todo corpo através do sangue, comprometendo o sistema central e sua vida. O risco é ainda maior caso o bebê seja prematuro ou a mãe possua uma doença crônica. Tratamento: Deve ser feito com antibióticos no hospital por via intravenosa e com hidratação adequada.

A doença do refluxo gastroesofágico: Muitos recém nascidos acabam regurgitando uma quantidade de leite do estômago para a boca, o refluxo gastroesofágico, no entanto, é quando a quantidade de leite regurgitado ocorrer com frequência e em maior quantidade, que acaba comprometendo a nutrição e o crescimento do bebê. Algumas infecções respiratórias pode ser frequentes (como a pneumonia, a nasofaringite, etc.) ou a apneia (esforço respiratório) podem ocorre em decorrência do refluxo gastroesofágico. Tratamento: o uso de medicamentos que promova o movimento do aparelho digestivo e reduzir a acidez do estômago, além de fórmulas anti refluxo ou leite hidrolisado.

Seborréia e dermatite atópica: A vermelhidão na pele e o aparecimento da caspa no couro cabeludo do bebê irão impedir o crescimento do cabelo.  Como a causa não está bem definida, mas está diretamente relacionada aos níveis hormonais elevados e a presença de um fungo que é instalado nas glândulas sebáceas. Tratamento: Fazer uso de shampoo antifúngica e ácido salicílico.

Criptorquidia: É quando um deles ou os dois testículos não conseguem descer ao saco escrotal. Isso ocorre em até 4% dos recém nascidos e suas causas são hormonais. Os testículos que não conseguem descer podem perder suas funções e pode ser um fator de risco de câncer nos testículos. Tratamento: É geralmente cirúrgico e é realizado entre um e quatro anos de idade.

Displasia congênita de quadril: Em alguns recém nascidos o quadril possui um soquete mais raso que o normal e o fêmur acabam não se encaixando de forma correta, fazendo com que ela fuja de forma parcial ou até mesmo completamente. Geralmente essa doença está associada aos baixos níveis de líquido amniótico no útero durante a gravidez. Ele é detectado ainda nos primeiros meses através do ultra som. Tratamento: Irá variar de acordo com a intensidade e da idade do momento do diagnóstico, que pode ser desde um dispositivo de gesso a cirurgia.

Diarréia e assaduras: A diarréia no bebê é a diminuição da consistência e o aumento da frequência dos movimentos intestinais. Isso pode ocorrer devido a dificuldade de digerir de forma correta os carboidratos, incluindo a lactose que acaba promovendo a evacuações irregulares e o mau cheiro. Já as assaduras ocorrem devido ao alto teor ácido das evacuações, como também podem ocorrer devido ao atrito das fraldas. Tratamento: O bebê não deve deixar de tomar o leite materno e deve ser oferecido a cada meia hora o soro caseiro para hidratação. Já nas lesões ocasionadas pelas assaduras, o bebê deve ser mantido limpo e seco (com trocas frequentes de fraldas) e faça uso de cremes que previnem a irritação (geralmente são a base de óxido de zinco, vitamina A e D, lanolina, calêndula e óleos).

Falta de ar: Ao nascer o bebê têm que dar o seu primeiro grito de vida e nesse momento os seus pulmões se expandem devido a substância chamada de surfactante, que é sintetizada durante o último trimestre da gravidez. Caso ele não esteja presente, o bebê pode desenvolver a síndrome do desconforto respiratório. Tratamento: Precisará do surfactante e ventilação mecânica, como também os cuidados neonatais.

Doenças mais frequentes em bebês de 0 a 1 ano

Cólica: Ela não é considerada como uma doença, mas sim u distúrbio funcional. Ela geralmente aparece por volta das seis semanas e melhora em quatro meses. Boa parte das vezes elas está associada com amamentação e outros ao refluxo gastroesofágico ou alergia à proteína do leite. Tratamento: Podem ser utilizados antiespasmódico, mudando a fórmula e paciência.

Síndrome da Morte Súbita do Lactente: Apesar de afetar 1 a cada 2.000 recém nascido é uma preocupação comum entre os pais. Ela ocorre com a morte inexplicada, súbita e inesperada da criança com menos de um ano.

Hipertrofia congênita do piloro: É durante o exame físico no bebê, que a junção entre o estômago e o intestino é palpável e se observa o espessamento dessa região (azeitona piloro). Ela é uma das causas do vômito constante em lactantes, principalmente nos meninos. O vômito geralmente ocorre em projétil, promovendo o baixo peso e a desidratação. Tratamento: Após ser administrado o fluidos e correção dos distúrbios metabólicos causados pelos sintomas, será necessário passar por uma cirurgia para correção definitiva do problema.